Dicas para Antes de Escrever #03

SAGA: COMO SER UM ESCRITOR - PARTE 3


Hello, consagrados! Como estamos nessa tarde maravilhosa?

Se estava muito ruim, alegrem-se! Apresentarei mais uma dica do nosso quadro: Como ser um escritor!

Será que alguém está acompanhando ou eu estou falando com as paredes? Acho mais provável a segunda hipótese.

Certo, paredes, vamos ao que interessa (rs).

Como são informações mais óbvias e sem muito mistério, irei compilar todas nesse capítulo para podermos adiantar o planejamento antes de começarmos a escrever de fato nosso livro.

PUBLICO ALVO


Essa é uma questão um tanto óbvia, mas que muita gente não entende! Pessoal, nenhum diálogo dos personagens irá atingir duas pessoas da mesma maneira! As pessoas reagem de maneiras diferentes ao mesmo trecho do seu livro.

Várias vão exclamar: GÊNIO!

Outras dirão: ESTÁ LOUCO?


Cada pessoa tem uma experiência de vida e uma habilidade diferente para entender o que está sendo dito, sua mensagem no livro! Dito isso, antes de você escrever, imagine o "leitor ideal".


No caso de Clementia, eu procuro quem goste de mulheres empoeiradas, de fantasia e uma mocinha pouco convencional! Para entender minhas piadas, a pessoa tem que possuir um humor mais sarcástico, parecido com o meu! Esse é o meu leitor ideal, e o seu? Me diga aqui nos comentários quem você acha que é o seu leitor ideal.


Alguns irão afirmar que essa parte é completamente desnecessária, contudo, terei que discordar. Quando sabemos o nosso tipo ideal de leitor, temos mais facilidade em escrever personagens, diálogos, cenas! Acreditem em mim, tudo fica mais tranquilo, não precisamos "pisar em ovos" tentando descobrir se aquela piada será apreciada por todos ou se é muito "pesada".


Citando o meu amor, minha paixão, tão ácido quanto a Lillith, o filósofo mais irônico, sarcástico e incoerente – muita das vezes –, Voltaire: Os leitores servem-se dos livros como os cidadãos dos homens. Não vivemos com todos os nossos contemporâneos, escolhemos alguns amigos.



Aos que tiverem interesse em conhecer Voltaire, aviso que ele é bem sincero, a ponto de poder causar algum desconforto. Um dos livros mais irônicos e verdadeiros dele é Cândido, é uma sátira ao otimismo desenfreado.



Para os que não se convenceram ainda, que tal pegarmos de exemplo alguém sensacional e conhecido mundialmente? Stephen King afirmou que escreve tendo em mente como leitor ideal a sua mulher!


Pensem nas características do seu leitor ideal e anotem em algum lugar, afinal, quando escrevemos, temos a tendência de não esquecer facilmente. Qual a idade do seu leitor? Qual o sexo? Profissão? Onde ele vive? Ele é tímido? Descontraído?


Continuemos...


A próxima dica diz respeito ao FORMATO DO SEU LIVRO.


– Como assim formato, sua louca?

Ué! Formato.


Veja bem. Se queres escrever uma fantasia épica ou um romance extremamente complicado, será que não seria melhor escrever ele um pouquinho maior do que alguns capítulos?


Não se desespere! Se a ideia de escrever um livro de 500 páginas é completamente assustadora, por que não começa com um conto?


Os projetos mais longos são assustadores quando não estamos completamente preparados para eles. Não se jogue direto de cabeça em uma saga, faça um teste com pequenas histórias! Eu mesma fiz isso, um dos primeiros livros que escrevi foi Rainy Day, a história dele se passa em apenas um dia!


– Um dia? – questionaram.


Sim! Um dia incrivelmente chato para Catrina, mas apenas um dia. É uma história curtinha, descontraída e que me ajudou a escrever as demais que vieram depois!


Escrever um livro de 400 páginas logo de cara pode fazer com que você se desespere, entre em parafuso e até venha a desistir da escrita!


Escrever é que nem comer sushi! Começamos aos poucos, quando você perceber, sua conta estará dando R$ 690,78. Sim... Me recordo com muito pesar desse dia.

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